A consultorias de negócios há algum tempo vêm produzindo estudos sobre os desafios da ascensão profissional feminina. Entrevistam centenas de executivos de alto-escalão, fazem análises de dados brutos de participação das mulheres em diferentes setores e produzem análises interessantes para dar luz aos desafios apresentados pelo cenário atual do mercado de trabalho.

A McKinsey & Co e a Bain & Company se destacam no assunto, produzindo pesquisas com frequência e organizando entre suas colaboradoras fóruns de debate sobre crescimento profissional feminino. Compartilhamos aqui com vocês dois estudos interessantes:

Sem Atalhos: o caminho das mulheres para alcançarem o topo, produzido em 2013 sob a liderança de Luciana Batista, sócia da Bain, ouviu 514 executivos e CEOs de companhias nacionais e multinacionais – metade homens, metade mulheres-, para identificar o que impede as mulheres chegarem à liderança.  Entre os principais fatores apareceram prioridades conflitantes (família x dedicação à carreira), viés organizacional (ligado a crenças do que são posições e desafios para os quais mulheres são aptas) e diferenças de estilo (principalmente ligado à expectativa de perfil para os líderes da empresa). LEIA AQUI o estudo completo, super simples e bem organizado.

Mulheres Importam: Uma perspectiva latino-americana, realizado também em 2013 sob a liderança de Heloisa Callegaro, diretora da McKinsey & Co.  Na pesquisa, identificaram que companhias que contam com mulheres no comitê executivo apresentam resultados melhores do que aquelas cujo comitê é composto somente por homens. Os dados foram compilados entre 345 empresas do Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru e Argentina, sendo que, a média de retorno sobre o patrimônio líquido das empresas com mulheres no comitê foi, em 2011, 44% superior à daquelas sem a presença feminina no órgão. LEIA AQUI a pesquisa completa e assista abaixo uma entrevista super interessante da Heloisa sobre a pesquisa à TV Harvard Business Review.