Não queremos, de forma alguma, desencorajá-la, mas se você quiser empreender no Brasil vai  precisar de muita garra, força de vontade e resiliência. Isso porque o Brasil foi considerado o 14º pior país para o empreendedorismo feminino. Os dados são do Global Women Entrepreneur Leaders Scorecard (Índice Global de Líderes Empreendedoras), feito pela Dell, empresa de soluções de TI, e divulgado neste mês. O estudo, que avaliou desafios e oportunidades para empreendedoras em 31 países colocou o Brasil numa posição de mediana para ruim. O país está à frente de nações como África do Sul, Índia e Turquia, mas atrás de nomes como Chile, Japão, México e China.

Os melhores países para as empreendedoras são, na ordem, Estados Unidos, Canadá e Austrália. O índice avaliou cinco categorias principais: ambientes de negócio familiares; acesso a recursos; liderança e direitos; oportunidades para o empreendedorismo feminino; e potencial de alto crescimento de empresas pertencentes a mulheres. Acesse aqui o estudo

Alerta – O estudo é um alerta de que muito ainda precisa ser feito para que homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades de empreender. O acesso ao capital e à inovação ainda é um desafio para as mulheres, mesmo nos países que receberam as notas mais altas. Nos EUA, por exemplo, que é o 1º colocado da lista, apenas 3% das empresas pertencentes a mulheres receberam financiamento de capital de risco em 2014. Conforme a pesquisa, caso as norte-americanas iniciassem negócios no mesmo ritmo que os homens, gerariam cerca de 15 milhões de novos empregos em dois anos.

Além disso, em todos os 31 países, as mulheres são menos propensas a conhecer empreendedores. “Isso significa que as mulheres não têm modelos visíveis e conexões com a comunidade empresarial que impactem a sua tendência para iniciar um negócio”, diz o comunicado da Dell.

Em 68% dos países, as mulheres veem menos oportunidades de começar um negócio do que um homem. A boa notícia é que quase todas as entrevistadas acreditam que têm as mesmas competências dos homens para abrir um negócio. O primeiro passo – que é acreditar em si mesma -, pelo menos, já foi dado.

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